Março 1, 2010 por agnerrj

Toda nossa solidariedade vai aos hermanos chilenos, e nesta situação, só podemos nos confortar um tanto com o fato de que o país andino pode ter sido abalado por um dos mais intensos tremores já registrados, mas conseguiu construir riqueza para impedir que a tragédia fosse maior.
No Haiti, um terremoto com 7,1 graus na escala Richter trouxe devastação inimaginável e dezenas de milhares de mortos. Em 1989, um terremoto com 7,1 graus na escala Richter provocou 67 vítimas nos EUA. Nenhum espanto: os EUA não têm um PIB per capita de US$ 1.400 e não foram governados por “Papa Docs”, “Baby Docs” e outros torcionários para quem o destino do seu povo era indiferente desde que a rapina pudesse continuar.
Em 1755, quando o terremoto de Lisboa fez tremer a Europa, ficaram célebres as palavras do marquês de Pombal: é hora de enterrar os mortos e cuidar dos vivos. No século 18, era impossível dizer melhor. No século 21, impossível é dizer pior. Depois de enterrar os mortos e cuidar dos vivos, só existe uma forma de mitigar a violência da natureza: enriquecendo e democratizando.
Tivemos um terremoto bem maior no Chile 8.8, numa escala onde ninguém quer tirar 10, porém analisamos um terremoto da riqueza x terremoto da pobreza.
Fica ai o dito…..do hino chileno..
Alza, Chile, sin mancha la frente;
conquistastes tu nombre en la lid;
Siempre noble, constante, valiente
te encontraron, los hijos del Cid.
Que tus libres, tranquilos coronen
a las artes, la industria, la paz
y de triunfos cantares entonen
que amedrenten al déspota audaz.